Laura Pissetti Rossato

laura.rossato@hotmail.com

A internet é um ambiente livre de filtros prévios às publicações, e, muitas vezes, as pessoas são influenciadas por uma falsa sensação de inatingibilidade e proferem comentários ofensivos. Discursos de ódio, ameaças de morte, mensagens de racismo, entre outros, são postados e compartilhados em redes sociais, dirigidos principalmente a mulheres, negros, população LGBT, indígenas e imigrantes.

A fim de conter essa prática cada vez mais recorrente, o Governo Federal anunciou o lançamento de uma ferramenta de rastreamento das publicações ofensivas, que funcionará nos sites Twitter, Facebook e Instagram. O aplicativo se chama “Monitor de Direitos Humanos”, e foi criado pelo Laboratório de Estudos em Imagem e Cibercultura da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), sob encomenda do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. As mensagens serão rastreadas a partir de palavras-chave em conversas que indiquem violência e discriminações em geral. Também serão registradas as menções de ativistas e e apoio às vítimas. O aplicativo se encontra em fase de testes, e estima-se que entre em funcionamento até o fim do mês de novembro de 2015. Os casos serão apenas identificados pela ferramenta, sendo ainda necessária a denúncia das violações de direitos humanos, que podem ser feitas pelo Disque 100 ou pelo site Humaniza Redes.

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Evidencia-se, assim, o potencial duplo que as novas TICS trazem: maior propagação das mensagens, tanto em velocidade quanto em quantidade (sejam elas positivas ou não); e, por outro lado, a possibilidade de criação de ferramentas de controle das publicações ofensivas. O aplicativo “Monitor de Direitos Humanos” é um exemplo dos possíveis desenvolvimentos da internet em prol da defesa dos direitos humanos, de forma a colaborar para uma sociedade mais justa e digna para todos.

Links da notícia:

Aplicativo vai monitorar mensagens de ódio e racismo nas redes sociais

http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2015/11/post-ofensivo-mulher-negro-lgbt-e-indigena-entram-na-mira-do-governo.html

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