Gabriela Rousani Pinto
gabrielarousanip@gmail.com

Renata Leite da Silva Cruz
renatalscruz@gmail.com

 

          Nos dias 14 e 28 de março de 2017 foi discutido o livro “Internet, e depois? Uma teoria crítica das novas mídias”, publicado inicialmente em 2000, pela Editora Editions Flamarion na França, a obra de Dominique Wolton, sociólogo, cientista político e especialista em Comunicação aborda a temática da comunicação na modernidade, às mídias, o indivíduo e a sociedade, evidenciando fatores críticos.

           O autor deixa claro no início do texto que os três principais objetivos da obra são a revalorização teórica acerca da comunicação, que é um valor essencial ao patrimônio cultural e possui importância equivalente à liberdade e à igualdade, explicitando os vínculos entre a teoria da comunicação e a teoria da sociedade. Wolton explica, também, que a comunicação se caracteriza por um sistema técnico, um modelo cultural de relações individuais e sociais e um projeto de sociedade. Wolton explica que a comunicação é um valor de emancipação no âmago ocidental, visto que, a partir dela, ocorreram as maiores revoluções culturais e políticas, desde a Renascença.

          O segundo objetivo do autor é defender uma reflexão sobre a televisão, uma mídia de massa, sendo essa, a mídia essencial para a democracia. Segundo ele, “os meios de comunicação em massa são, na ordem da cultura e dá comunicação, o correspondente à questão da maioria, que surgiu com a democracia de massa e o sufrágio universal” (WOLTON, 2012; p. 29). Dessa forma, defende que através da desqualificação constante da televisão, que antes era devida pela influência e uniformização do público, a democracia atualmente se faz pelas novas tecnológicas da informação de maneira individualizada, fato que pode enfraquecê-la.

         Assim, o sociólogo critica que a televisão, assim como a comunicação, nunca teve muita legitimidade cultural e intelectual. Não apenas pela falta de um grande interesses pelas teorias da comunicação, mas esse pouco interesse foi redobrado pela pouca legitimidade das mídias generalistas e o excesso de importância das novas tecnologias de informação e comunicação.

          Com efeito, o terceiro objetivo consiste em acionar o alarme para a Europa que, apesar da tradição história, por ser o berço da teoria da comunicação, a mesma poderia tomar uma posição quanto a desregulamentação, a fim de evitar ser apropriada pelos Estados Unidos, bem como enaltecer o debates teóricos sobre o papel das novas tecnologias nas sociedades e culturas seculares.

          Dessa forma, o autor questiona quais os problemas que as tecnologias da informação resolvem e que outros são criados? Comunicar o que, a quem? Todo esse aparato tecnológico para fazer o quê? Assim, o viés critico é abordado perante todo o decorrer da obra, buscando os reflexos com os antigos meios de comunicação e os atuais, pontuando, contudo, que o dogma atual se identifica através da felicidade individual e coletiva estar a mercê de estar “plugado”, conectado.

 

Referência:

WOLTON, Dominique. Internet, e depois? Uma teoria crítica das novas mídias. Porto Alegre: Sulina, 3 Ed, 2012.

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