Momo

Jordana Freire

jordanafreirec@gmail.com

Nas últimas semanas, um perfil misterioso criado no WhatsApp, vem causando polêmica na internet. A imagem que estampa a foto de identificação das redes sociais é atribuída a Momo, uma boneca com aparência pálida, olhos arregalados e um sorriso macabro, que pertence a uma escultura de mulher-pássaro, exposta em 2016 na Vanilla Gallery em Tóquio.

Segundo relatos que circulam nas redes, se o usuário envia uma mensagem a Momo, a resposta vem com ameaças, imagens perturbadoras e incitação a autolesão que podem causar risco de vida em crianças e adolescentes que interagem com o perfil.

Em uma breve pesquisa no Youtube, é possível verificar que alguns influenciadores digitais estão produzindo vídeos para seus canais, onde se comunicam com a Momo (vídeos esses que alcançam milhões de seguidores).

Felipe Neto, influenciador digital com atualmente 25 milhões de inscritos em seu canal, já produziu três vídeos falando sobre a Momo, alcançando um total de 17 milhões de visualizações.

Ocorre que a massiva divulgação do fenômeno Momo, causada pelos influenciadores, pode gerar curiosidade em crianças e adolescentes, induzindo-as a interagir com o perfil e aderir aos desafios.

A SAFER NET, associação civil sem fins lucrativos, composta por professores, pesquisadores e cientistas da computação, fornece conteúdos e materiais, visando auxiliar os internautas a navegar de forma segura na internet.

No site, estão disponíveis dicas, jogos e cartilhas capazes de orientar as crianças e adolescentes, bem como os pais e responsáveis, sobre como devem agir ao se deparar com situações de violência que venha a acontecer no ambiente virtual.

No caso do perfil da Momo, a SAFER NET orienta:

  • Não aceitar convites de perfis de desconhecidos nas redes.
  • Bloquear contatos indesejados.
  • Solicitar orientação através do HELPLINE (serviço de acolhimento oferecido gratuitamente pela SAFER NET).
  • Ao sofrer uma ameaça ou violência, seja ela física ou psicológica, se deve buscar uma delegacia de Polícia Civil e registrar um boletim de ocorrência.

Com isso, é importante que os pais e responsáveis monitorem os conteúdos que as crianças e os adolescentes acessam nas redes, devendo conversar e expor os riscos que circulam no ciberespaço.

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